15 julho, 2018

aquela dos 30

BULLSHIT

Acho que essa palavra tão bonita resume toda a minha vida, inclusive as postagens anteriores desta pessoa que vos escreve. Chega a ser rídiculo todas essas reflexões, parece até uma pessoa que sabe o que tá escrevendo né? Pois então, não sabe. Não sei. Será que um dia vou saber? 

Esse ano faço 30. E me sinto patética. Infelizmente não tem outra definição do que eu to sentindo. 

Como já falei nos posts anteriores, a minha luta pra emagrecer continua. Não, péra. O meu DESEJO de emagrecer continua, porque luta mesmo acho que nunca teve. Tô numa fase descontrolada, comendo tudo que vejo pela frente, tô percebendo meu descontrole mas ao mesmo tempo eu não consigo parar, parece que é mais forte do que eu, e eu to perdendo essa luta. Não aguento mais tentar lutar por uma coisa que eu não sei se consigo vencer. 

As vezes penso que a comida é o meu único conforto, a única coisa que me satisfaz, então por quê eu tenho que desistir dela, se é a única parte confortante da minha vida agora? Isso é muito injusto. Ninguém deve viver assim, e as vezes eu me pergunto até quanto tempo vou aguentar viver assim, fingindo que isso não é a verdade. 

É muito difícil viver fingindo que tá tudo bem, que a gente não tá morta por dentro. Botar um sorriso na cara todo dia, cuidar dos outros, dar conselhos quando tu não sabe nem o que fazer com a tua vida. 

De vez em quando dá vontade de perguntar pras pessoas ao meu redor se elas imaginam o que se passa comigo, se eu sou importante o suficiente pra elas notarem que eu não sou essa pessoa que eles veem. 

Não lembro a última vez que alguém percebeu que eu não estava bem, que perguntou o que tinha acontecido, se realmente tinha acontecido alguma coisa. Esse sentimento de insignificância é tão ruim. Eu não sou a número 1 na vida de ninguém. Acho que nem dos meus pais. Olha que merda. Ninguém sabe o desespero que é escrever aqui rezando que alguém aparceça e leia, e sei lá, ofereça ajuda?!

Não sei se existe uma crise dos 30, mas acho que esse é o máximo que eu consigo ir antes de explodir. A única coisa me segurando no momento é a faculdade, afinal é a única coisa que tá dando certo na minha vida no momento. Me agarro a isso como nunca agarrei nada na minha vida na esperança de que essa seja minha carta de alforria dessa maré que já dura anos. 

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